O e Uma
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e Outro beberão éter no encosto do Santuário, desjeitando-se
dos enjeitados santos do lugar, até etéreos. Haverá jogo
a assistir. Jogo de bola, gamões de devaneio supratrigonométricos.
Esta noite, jogarão pouco, pois mais o éter.
Findouras eras de encosto de O e Outro, já auvorando vapores de fora
lá fora, de fora adentrarão duas entidades, uma é Outra
e outra é a tal Uma. A primeira instigará substância repelente
dos sistemas sudoríparos de O e de Outro. Com catequeses de hálito
babento de incongruências hormonais e ideais, grande fuínha pequena
de cristas em mola, vã faladora de impropérios babosos, que a
Outro surtiria apenas como outro representante dos enjeitados do Santuário,
para ele rãmisters, divãs, televisões a éter...
Mas para O, a Outra pesaria fardo, caldo grosso de cores gástricas, como
marrom com beje...
Entre todo o interim, Uma galoparia por fora, extática na sua retraída
epiderme de lagartixa parda, óculos retangulares e boca chamariz. - O:
artigo estranhamente definido.
O jogaria de mestre, evidenciaria-se nela como que pra pôr cabresto às
cores estomacais no vidro déter dOutra ao lado. E nela, nUma, auvoraria
na sua torpez - porque este torpor seria feminino, lagartixo - neste fim de
era no Santuário. Assim O decidiria. E assim decidirou.
O e Uma trocariam orações: ela evocando seu cristo toxômano,
que se expulsou da cruz, desperpendicularizando os eixos da sua cruz; ele evocando
sua deusa morta, que o expulsou do paraíso, dando a ele só uma
maçã carocenta, e lhe renegando a árvore do saber doía.
Simples simbiose de O e Uma, mãos dadas na quedalivre pra trás.
Um pergaminho, já quase sem vida, tirar-se-ia da algibeira por Uma. Uma
parte de um evangelho, já apócrifo, reescribido por ela e nunca
remetido ao seu antecristo. Fora do Santuário, na sargeta às margens
do rio com cágados enfileirados em seu leito, a carta falha seria declamada
a O. Durante o recital, nostálgico e os autopesando-se, os dois marginais
do rio damor forjariam lágrimas próprias, cada qual com seus métodos
e crocodilagens: Uma choraria em compasso aos versos, entonação
crescente, tão atonal na voz; O espremeria choro, suco de maçã,
conhaque macieira, seqüestrando o odor das palavras doutrém pra
sua dor.
De fora pra dentro, do estuário ao Santuário. Do sentimento exorto
ao sedimento encosto. E brindariam-se em tims de éter, e relanceariam
algumas visões enfunadas de vapor dos jogadores ao redor, só durante
curto tempo de goles. Como Outro ainda carteava Outra com seus enjeitos: um
beijo entre Uma e O.
Nada mais veriam, a comunhão dos quedistas se daria em tato. Luxúria.
O e Uma se coçariam de contrafome, sacrilegando o Santuário, que
se ungiria do sacramento pré-gozo. Roçariam as anatomias por mais
algumas eras dentro do final daquela. Até saírem à alvorada
fora, benzendo transeuntes com seu ininterrupto ritual de fricções.
Na morada de O: na antecâmara, fricções ainda sobéter.
No umbral da alcova, Uma surpreenderia-se com o leito: É uma maca! E
na maca, Uma já galoparia por dentro. Pelemente, línguamente.
Não haveria clímax, só vários. Só gozos secos,
de éter. Uma e O escorreriam secos da maca em devaneio. Não findaria
em água, café ou cigarro aquela era dO e dUma.
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O e Uma 2 Uma canta. Uma desproporção esquisita de tórax
e anca tem esta Uma, comenta O a Outro às costas dUma numa mesa ao pé
do encosto do Santuário, numa noite daquelas benévolas benévoas
benéteres. A fina polpinha das batatas das pernas comentam-se até
os estirados palitos de aquiles e os caracóizinhos-colméia abundam,
e até a boca tortinha prum lado no rosto fino e bonito desta Uma pequena,
comentam-se, em saltos acrílicos, luzidíos mognozinhos amarelados
que sobem deles à anca desproporcional com tórax e face bonita
em cachos em cesto, que canta.
Na próxima benoite daquelas, o Santuário já mais torpe
em O, o jogo pândego misturando cores, a Uma beija o O.
Os beijos entregalhofam-se enquanto o jogo. O arrasta aquilo com levinhos soprinhos
de éter pra que o que cresce, a noite torpeando, o sol já esteando,
o tabuleiro desdimensionando, cópulas das cores, linhas estrábicas
em negligentes regras no jogo, cópulos desenchendo cúpulas jáfogando.
É tudo leviano ali no Santuário dos enjeitados naquela noite daquela.
De lá para na morada de O: nantecâmara afogando os cabelos a O.
E numbral dalcova: Uma: maca! E o leito se deita no chão ansioso de desproporcionar-se
na pele escuraclara de Uma nO. Uma é animal misto, de couro e lã,
marromcombeje e xis, é lontra com aranhanã. - O: artigo estranhamente
masculino.
O e Uma se coitam em todos os bichos, se nicham em toda volúpia esportiva,
que um O e uma Uma podem se competir sem perder senão o regulamento.
Uma maratona O. O deu café e cigarro a Uma e si desta feita.
Mas esta Uma impingiu-se duas: noutra noite daquelas malévolas malefeitas
malemá: Numa delas, nantecâmara dO, quandO jazia em luz e fabricava
hormônios estéreis em má sua companhia, Uma irrompe no umbral
da morada e desanda em susto todo o sistema circulatório e circunflexório
dO, que pula de putaquepariu, de fazeroquê, de entraíjáquetaí,
de vamtomáchánacama. E de ditos a feitos e distos a istos: suicida
asfixia em cabelos, puxafortemeucabeloqueugosto, batechamadevagabunda, prefironão,
em tão me leca me. E o torneio de várzea rola a bola entre pernasdepau,
findo o tempo regulamentar, faltéter, e o índio ainda quer apito,
então tá, menina, então dá e pau vai comê.
Agora não há torpez, ou por, não já café
nem um cigarro: O aleita-se em repouso não fazendo Uma ver que não
vê O não vendo os saltos translúcidos atarracharem-se aos
aquiles de mogno e saírem prismar o sol naquela pósnoite banguela.